Dr. Gabriel de Amorim

Micose é um problema muito comum de pele e que pode acometer desde a criança até o idoso.

As micoses são infecções de pele causadas pelos fungos, gerando manchas de pele que inflamam, coçam e descamam.

Nesse texto, vamos falar sobre as micoses mais comuns que podemos adquirir durante a vida.

micose, dermato

Qual o melhor médico para tratar micoses de pele, unhas e cabelos?

O Dermatologista é o médico responsável pelo tratamento de doenças da pele, cabelos e unhas.

O Dr. Gabriel de Amorim é Dermatologista especialista na investigação e tratamento dessas micoses. Tem mais de 8 anos de experiência como médico e tratou diversos de casos de micose, dos mais simples aos mais graves.

Muitas vezes, um especialista no assunto já consegue identificar a micose no próprio consultório, sem a necessidade de exames de sangue, raspados de pele ou biópsias.

Durante a consulta, o Dr. Gabriel realiza a dermatoscopia, que é a avaliação da pele com uma lupa especial, capaz de identificar detalhes das manchas que são a chave do diagnóstico.

Em alguns casos de micose, o doutor também utiliza a Luz de Wood, uma lâmpada especial que muda a cor de certas manchas de pele, ajudando a confirmar o diagnóstico.

Quando precisamos de uma consulta médica, é importante saber se o profissional é experiente e confiável. É por isso que sugerimos que os pacientes vejam as avaliações do Dr. Gabriel no Doctoralia, onde ele já acumula quase 200 avaliações. No Google, o doutor tem mais de 60 avaliações.

Micose de pele superficiais

Tinha (também chamada de Tinea) é o nome de uma micose superficial da pele. Ela pode aparecer em qualquer lugar do corpo, sendo bastante comum nas dobras (virilha, axilas, debaixo das mamas) e nos pés.

O fato dela ser superficial significa que ela fica na camada mais externa da pele e não entra no sangue ou nos órgãos do paciente.

Geralmente, esse tipo de micose causa manchas e placas avermelhadas. Elas podem descascar e até ter bolinhas de água ou pus. Alguns pacientes reclamam de coceira ou irritação da pele.

Essas micoses de pele podem aparecer em qualquer idade, mas é mais comum em pacientes enfrentando um período de imunidade baixa ou estresse.

Também costuma ser frequente em idosos, em diabéticos e em pacientes com outros problemas de pele (dermatite atópica, pele ressecada, outros tipos de micose no corpo).

Muitos pacientes tentam o tratamento com aquela pomada guardada na gaveta de casa e percebem alguma melhora, mas logo as manchas voltam de novo.

Isso acontece porque, para eliminar o problema completamente, precisamos usar a pomada certa e pelo tempo adequado.

Em muitos casos, também utilizamos comprimidos para matar os fungos, principalmente em casos muito espalhados ou que não resolvem só com o creme.

Apesar de não serem perigosas, essas micoses causam sintomas desagradáveis que atrapalham o dia-a-dia do paciente.

Além disso, essas micoses servem como reservatório de fungos no corpo, podendo ser um problema principalmente para idosos e pacientes com imunidade baixa.

Frieira ou pé de atleta

O nome médico que damos à frieira é Tinha interdigital (ou tinea pedis).

Ela causa inflamação da pele entre os dedos dos pés, gerando irritação, coceira, descamação e mudando o aspecto da pele do local para uma cor esbranquiçada e aspecto úmido.

As frieiras podem causar bastante incômodo por causa da coceira, da ardência e do constrangimento, já que o pé não fica com um aspecto bonito.

Alguns pacientes tentam o tratamento por conta própria, mas a doença acaba voltando várias vezes. Por isso, é importante a avaliação do dermatologista, para identificarmos o fungo e tratarmos da maneira correta.

Nos pacientes com frieira, recomendamos secar bem entre os dedos após os banhos, usar calçados abertos sempre que possível, lavar bem os calçados e meias e evitar repetir meias já usadas.

Se você já faz todos esses cuidados e não consegue resolver seu problema, vale a pena uma avaliação dermatológica.

Pano branco

O pano branco também é uma micose de pele, mas que merece um tópico especial porque é muito comum no consultório do dermatologista.

A pitiríase versicolor, conhecida popularmente de “pano branco”, é uma micose de pele que causa manchas brancas principalmente no tronco, pescoço e rosto.

O fungo que causa o pano branco mora na nossa pele naturalmente. Porém, em momentos de mudança da imunidade, do clima, da oleosidade da pele ou das defesas da pele, esse fungo espalha e causa manchas.

Essas manchas não costumam causar coceira ou irritação. Entretanto, as manchas são coloridas, causando constrangimento ao paciente.

Geralmente, as manchas são brancas – por isso o nome pano branco. Mas alguns pacientes podem ter manchas avermelhadas e até escurecidas; daí vem o nome “versicolor” (várias cores).

Esse é um diagnóstico muito simples para o dermatologista experiente. Não há necessidade de exames na maioria dos casos.

Entretanto, o tratamento exige alguns cuidados para que o problema se resolva e não volte rapidamente.

Como esse fungo mora na nossa pele, o tratamento precisa ser feito corretamente para evitar que o problema fique voltando o tempo todo.

Após o tratamento adequado, as manchas voltam ao normal. Mas esse processo pode demorar algumas semanas ou meses.

Existem alguns raros casos em que o paciente não consegue eliminar facilmente a micose. Nesses casos, pode ser necessário um tratamento bastante prolongado para resolver o problema.

Onicomicose, a micose da unnha

Onicomicose é o nome médico que damos à micose das unhas.

Geralmente, a micose na unha é algo que o paciente facilmente suspeita. Isso porque a micose causa manchas esbranquiçadas e/ou amareladas nas unhas, descolamento da unha, engrossamento e descamação da unha.

Todas essas mudanças deixam a unha com o aspecto diferente, muitas vezes incomodando o paciente.

É comum o paciente tentar diversos tratamentos caseiros ou com um podólogo, mas nem sempre eles são bem sucedidos.

Isso acontece porque a micose na unha não é algo que se resolve rapidamente. Frequentemente o tratamento demora mais de um ano.

Mas por que o fungo fica na unha?

A todo momento, estamos em contato com diversos microorganismos que podem aproveitar a situação e crescer no nosso corpo.

Se ficamos muito tempo com o mesmo sapato ou reutilizamos meias, por exemplo, podemos facilitar o crescimento desses fungos.

Além disso, quanto mais envelhecemos, mais lento é o crescimento das nossas unhas. Isso faz com que o fungo tenha mais tempo de se espalhar pela unha toda.

Posso utilizar remédios caseiros ou de farmácia para tentar melhorar a unha?

Não recomendo o uso de remédios por conta própria! Sejam eles caseiros ou da farmácia.
Quando temos um fungo nas unhas, uma das coisas que mais ajuda na hora do tratamento é saber qual fungo está crescendo ali. Para isso, pedimos exames de raspado das unhas.

Entretanto, se o paciente vem usando sses remédios, não adianta coletar o exame. Há grande chance, nesses casos, dos exames virem negativos, porque o remédio passa para o exame e não permite a identificação do fungo.

Mesmo sem saber o nome do fungo, podemos tratar com sucesso a unha. Porém, se estamos numa situação em que temos o nome do fungo, o remédio pode ser direcionado àquele fungo, tornando o tratamento mais rápido e mais eficaz.

Isso é muito importante porque o tratamento das unhas costuma ser bastante demorado. Casos mais leves podem demorar meses para melhorar completamente. Pacientes idosos e com unhas bastante doentes podem demorar bem mais de um ano para a cura.

Além disso, alguns fungos nas unhas não resolvem só com esmaltes ou remédios de pingar. Quando uma boa área da unha está acometida pelo fungo, o uso de comprimidos é importante para que o tratamento seja eficaz.

Nesses casos, se o paciente só usa o esmalte por conta própria, pode ser que ele nunca alcance a cura.

Por isso, ao suspeitar de fungos nas unhas, evite passar qualquer remédio e passe com um dermatologista. É a melhor situação para garantirmos um tratamento mais eficaz, mais seguro e mais curto.

Tinha do couro cabeludo

Essa é uma micose do couro cabeludo que afeta principalmente crianças.

Surge como uma descamação ou inflamação do couro cabeludo, causando quebra dos fios bem próximos à raiz, sobrando apenas os cotos de cabelo.

Essa região doente vai crescendo, formando grandes áreas redondas com descamação, inflamação e sem cabelo.

Alguns pacientes possuem apenas uma placa, enquanto outros possuem várias espalhadas por todo o couro cabeludo.

Nos casos mais graves, pode ocorrer inflamação intensa, com pus. Nesses casos, a chance de deixar cicatriz é grande.

Quando uma doença do couro cabeludo deixa cicatriz, não nascerá mais cabelo no local, deixando para sempre uma área sem fios.

Por isso, é muito importante avaliar com um dermatologista quando houver qualquer suspeita de doença no couro cabeludo. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado previnem cicatrizes.

O dermatologista experiente consegue identificar a doença rapidamente na maioria das vezes. Quando possível, coletamos exame do couro cabeludo para identificar o fungo causador da doença.

Essa é uma doença em que não adianta passar apenas uma pomada ou xampu. É essencial usarmos remédios via oral (xarope, comprimido) para atingirmos a cura.

É comum o paciente chegar na consulta falando que está usando pomada ou xampu indicados por algum profissional que não é dermatologista. Nesses casos, o paciente já vem frustrado, pois tentou tratar e o problema não resolveu.

Não deixe de avaliar com um dermatologista para escolhermos a melhor medicação e a dose adequada para a criança.

Agora você já conhece as micoses mais comuns e sabe o que fazer quando suspeitar de alguma delas.

Existem muitas outras doenças de pele causadas por fungos – foliculite pitirospórica, piedra branca, piedra preta, tinha negra, etc. Todas elas são diagnosticadas e tratadas pelo dermatologista.

Procure um profissional experiente quando houver suspeita de doença e cuide da sua saúde!